As obras poéticas – William Cowper

Suponhamos (no calor da fantasia,
O pensamento o que não suporia?)
Uma ilha com gente bem normal,
Mas que é cega, apesar de racional.
Que a suposição não nos desassista
E na praia coloque um oculista
Que asseste as lentes para detectar
Se os olhos deles podem enxergar.
Descobre que seus instrumentos não
Produzem luiz, se reina a escuridão.
Faz palestras, descreve, em voz convivta,
Algo inaudito à multidão aflita.
Fala de luz, de matizes prismáticos,
No estilo de eruditos catedrásticos.
Mas a resposta que consegue é: “Gente!
Que viajante esquisito, e como mente!”

William Cowper

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